O CANSAÇO Estou cansado de estar cansado. Quero para e descansar... Encontrar um canto só meu Para poder falar com Deus... E tudo me deixar tão triste... As canções... Os amigos... O amor... A vida... Viver assim é uma tristeza que me faz tão triste... Irving Selassié
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UM CULTO BURGUÊS Domingo todos prontos para louvar ao “senhor”. Preparam-se com as melhores roupas, com o melhor para Deus. Eles se intitulam um “sacrifico vivo”. E como estão vivos! Possuem carros do ano, vestes caras e sensuais, cordões e anéis de ouro, “dízimos e ofertas”. Todos no seu ritual semanal; judeus ou cristãos?Não importa, o que satisfaz a alma é o cerimonialismo; atenua a culpa. Contorcem-se em orações fervorosas pedindo a manifestação do “Espírito Santo”; mas o estranho é que todos sabem que Deus é manifesto e onipresente para todo o sempre. È estranho chamar alguém que já estar. Gritam pela presença de Deus, pedindo cada vez mais riquezas materiais, pedem e cantam que “o melhor de Deus está por vir”; e o que é então Jesus e o Espírito Santo?Já não é o melhor de Deus? No fundo só querem mais moedas para o cofre do “Tio Patinhas”. Criam pra si o seu próprio sermão do monte: “Bem aventurados são os “ricos” porque deles é o Reino de Deus”. E no final do culto a um “Jesu...
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RUÍDOS NA ESCURIDÃO Não estou presente... Neste momento A matéria se torna ausente. Transformei-me em ruídos e gemidos. Serei o zoar inconveniente, O abstrato renitente Serei a dor e o furor, A irreverência e a penitência. Sou apenas ruídos na escuridão. Em meu semblante a deformação, Ao se deformar em gotas. Minhas mãos viajam até a face E se prendem ao cair da pele. Tentam livrar-se, mas ao lutarem Banham-se de sangue Na relutância conseguem livrar-se E estendida sobre o ar, Lavam a terra. O semblante moldurou-se, Transformado em vapor. Subiu aos céus e espalhou Seus gritos de horror. IRVING SELASSIÉ(10/02/1997)
Ruídos na escuridão
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RUÍDOS NA ESCURIDÃO Não estou presente... Neste momento A matéria se torna ausente. Transformei-me em ruídos e gemidos. Serei o zoar inconveniente, O abstrato renitente Serei a dor e o furor, A irreverência e a penitência. Sou apenas ruídos na escuridão. Em meu semblante a deformação, Ao se deformar em gotas. Minhas mãos viajam até a face E se prendem ao cair da pele. Tentam livrar-se, mas ao lutarem Banham-se de sangue Na relutância conseguem livrar-se E estendida sobre o ar, Lavam a terra. O semblante moldurou-se, Transformado em vapor. Subiu aos céus e espalhou Seus gritos de horror. IRVING SELASSIÉ(10/02/1997)
Ruídos na escuridão
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RUÍDOS NA ESCURIDÃO Não estou presente... Neste momento A matéria se torna ausente. Transformei-me em ruídos e gemidos. Serei o zoar inconveniente, O abstrato renitente Serei a dor e o furor, A irreverência e a penitência. Sou apenas ruídos na escuridão. Em meu semblante a deformação, Ao se deformar em gotas. Minhas mãos viajam até a face E se prendem ao cair da pele. Tentam livrar-se, mas ao lutarem Banham-se de sangue Na relutância conseguem livrar-se E estendida sobre o ar, Lavam a terra. O semblante moldurou-se, Transformado em vapor. Subiu aos céus e espalhou Seus gritos de horror. IRVING SELASSIÉ(10/02/1997)
A culpa
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A culpa Hoje... Santos e demônios Unem-se na prece: - Quem é tão mau quanto o ser humano? Homens e demônios... Santos homens! Homens canonizados... Alguns demônios eternizados... O céu sem homens, Ainda céu... O céu com homens... Inferno! O “céu” dos homens, Inferno dos santos. A santidade possessa. A glorificação da maldade. Não existem demônios. Não existem santos. Nem no vaticano ou nos seguidores de Lutero. São todos homens! IRVING SELASSIÉ